3 de nov. de 2010

O Sr. Sabe Tudo

O pior é que por mais que esse título possa parecer irônico, é sincero, o cara realmente sabe pra caramba. Desta vez vou falar um pouco sobre meu mentor e mestre na arte da Luthieria, Marcio Benedetti. Como já descrevi anteriormente, sempre fui muito curioso em relação ao funcionamento dos instrumentos, mas além de não ter muita informação, também não tinha muito de onde tirá-las. Depois de muito amadurecer esta idéia e depois de conhecer diversos Luthiers, dentre eles, Tiguês, Emílio Russo, Ivan (Music Maker), Henry Ho; fui estudar esta arte, e tive o grande prazer de encontrar duas figuras muito boas: o Vicente (Loud Luthieria) e o Marcio Benedetti, que por mais ou menos um ano foi meu professor. A minha relação com ambos começou logicamente como aluno/professor, e com o tempo fomos ganhando cada vez mais o respeito um do outro. Hoje, quando penso no Marcio, lembro-me, claro, de todos os seus ensinamentos, porém com toda a certeza o que mais me lembro é que ele é uma fonte interminável de informações, afinal o cara sabe tudo de instrumentos, ele é daqueles caras que olham você trabalhando e de repente colocam a mão na ferramenta que você está usando e só por isso ela já começa a funcionar melhor, só de olhar para o seu trabalho já sabe umas mil maneiras de fazer isso melhor, mais fácil ou ainda que confira um melhor acabamento...rs...O mais fantástico é que eu poderia me sentir inferiorizado ante este profissional, porém a simplicidade, respeito, humildade e carinho com a qual ele sempre me tratou me faz sentir como um igual. Fico muito feliz em hoje me considerar um amigo. E jamais esquecerei o e-mail que me mandou quando minha filha nasceu...é amigo, terei que consertar muitas guitarras agora...rs...Marcião, você é A referência...
Galera até a próxima, e espero que seja em breve...

Marcio com cabelos
Ainda com cabelos...rs
 

Fazendo sua mágica...


Em tempo...dia 13 de novembro, vou tocar em um bar bem bacana em Jaguariúna (Bros Bar), quem estiver afim de ouvir boa música, sinta-se mais do que convidado...abraços e nos vemos lá...



Um dia realmente fantástico

É até meio difícil descrever o que aconteceu numa quinta-feira há algumas semanas atrás. Sabem aqueles dias que não criam nenhuma expectativa e de repente se tornam dias fora de série? Então, aquela quinta-feira foi um destes dias.
Tive que acordar bem cedo, pois teria que levar minha esposa para São Paulo, para resolver questões profissionais. Chegando lá o dia já começou a ficar interessante, enquanto a esperava, fiquei passeando pelo Bairro da Saúde a pé com a minha filha, o que por si já é uma coisa maravilhosa. Quando a reunião da minha esposa acabou, decidimos aproveitar para visitar um grande amigo que há algum tempo não via, meu grande mentor o Luthier Marcio Benedetti. Quando chegamos na oficina, ele estava atendendo um cliente, e não é que o cara largou o cliente para brincar com a minha filha? rs...e ainda me mostrar o novo baixo de 30 polegadas que ele acabou de construir (cópia do Jazzmaster), simplesmente lindo e com uma sonoridade estupenda. Saindo de lá almoçamos na Liberdade, e finalmente conseguimos sair de São Paulo.
Ao chegar na minha casa, mal deitei no meu sofá para descansar (afinal dirigir em Sampa é muito desgastante) e meu telefone tocou - era um grande amigo meu, Ricardo “Bless” Pezzi, excelente músico e professor, que me ligou para contar que o Celso Pixinga, o cara que, musicalmente, eu considero como meu pai, padrinho, irmão, amigo, sem dúvida minha maior influência, - detalhe, e que eu não via há pelo menos cinco anos – estava em Campinas para um workshop. Fomos correndo pra lá, e assim que chegamos, pedi para a moça da recepção para cumprimentá-lo, o que foi respondido com (voz de atendente de 0800): “vou avisar para ele que você está aqui fora mas não poderá entrar no auditório, terá que esperar ele sair pra falar com você”. Tudo bem, o cara poderia estar ocupado, passando o som e preparando a apresentação, mas menos de trinta segundos depois a mesma moça voltou, me chamou (ainda com a voz de atendente de 0800) e disse que ele havia pedido que eu entrasse...(ok!!) Assistimos à apresentação, que foi absurdamente boa, e depois fomos conversar fora do auditório...Eu, o Bless, o Pixinga, minha esposa e minha filha, que toda poderosa ficou agarrando o dedo do “Tio Px” (mal sabe ela que aquele era o dedo do slapper mais rápido do mundo) e sorriu o tempo todo. Depois, quando cheguei em casa, fiquei pensando: minha filha, no alto dos seus quatro meses de idade, no mesmo dia conheceu dois dos maiores artistas do país e minhas maiores influências...Que dia realmente fantástico!!!
  

Eu, meu baixo, Marcio e Heitor

Eu, Pixinga, Ricardo Bless e meu baixo







Fico devendo posts falando sobre quem realmente são estas pessoas e a influência que cada uma delas teve na minha vida e carreira. Abraços e até a próxima