3 de nov. de 2010

Um dia realmente fantástico

É até meio difícil descrever o que aconteceu numa quinta-feira há algumas semanas atrás. Sabem aqueles dias que não criam nenhuma expectativa e de repente se tornam dias fora de série? Então, aquela quinta-feira foi um destes dias.
Tive que acordar bem cedo, pois teria que levar minha esposa para São Paulo, para resolver questões profissionais. Chegando lá o dia já começou a ficar interessante, enquanto a esperava, fiquei passeando pelo Bairro da Saúde a pé com a minha filha, o que por si já é uma coisa maravilhosa. Quando a reunião da minha esposa acabou, decidimos aproveitar para visitar um grande amigo que há algum tempo não via, meu grande mentor o Luthier Marcio Benedetti. Quando chegamos na oficina, ele estava atendendo um cliente, e não é que o cara largou o cliente para brincar com a minha filha? rs...e ainda me mostrar o novo baixo de 30 polegadas que ele acabou de construir (cópia do Jazzmaster), simplesmente lindo e com uma sonoridade estupenda. Saindo de lá almoçamos na Liberdade, e finalmente conseguimos sair de São Paulo.
Ao chegar na minha casa, mal deitei no meu sofá para descansar (afinal dirigir em Sampa é muito desgastante) e meu telefone tocou - era um grande amigo meu, Ricardo “Bless” Pezzi, excelente músico e professor, que me ligou para contar que o Celso Pixinga, o cara que, musicalmente, eu considero como meu pai, padrinho, irmão, amigo, sem dúvida minha maior influência, - detalhe, e que eu não via há pelo menos cinco anos – estava em Campinas para um workshop. Fomos correndo pra lá, e assim que chegamos, pedi para a moça da recepção para cumprimentá-lo, o que foi respondido com (voz de atendente de 0800): “vou avisar para ele que você está aqui fora mas não poderá entrar no auditório, terá que esperar ele sair pra falar com você”. Tudo bem, o cara poderia estar ocupado, passando o som e preparando a apresentação, mas menos de trinta segundos depois a mesma moça voltou, me chamou (ainda com a voz de atendente de 0800) e disse que ele havia pedido que eu entrasse...(ok!!) Assistimos à apresentação, que foi absurdamente boa, e depois fomos conversar fora do auditório...Eu, o Bless, o Pixinga, minha esposa e minha filha, que toda poderosa ficou agarrando o dedo do “Tio Px” (mal sabe ela que aquele era o dedo do slapper mais rápido do mundo) e sorriu o tempo todo. Depois, quando cheguei em casa, fiquei pensando: minha filha, no alto dos seus quatro meses de idade, no mesmo dia conheceu dois dos maiores artistas do país e minhas maiores influências...Que dia realmente fantástico!!!
  

Eu, meu baixo, Marcio e Heitor

Eu, Pixinga, Ricardo Bless e meu baixo







Fico devendo posts falando sobre quem realmente são estas pessoas e a influência que cada uma delas teve na minha vida e carreira. Abraços e até a próxima

Nenhum comentário:

Postar um comentário