Desta vez, ao invés de falar especificamente de instrumentos, vou falar de música e de um fato - daqueles que revigoram as nossas utópicas crenças - ocorrido recentemente comigo.
Nunca foi segredo que meu desenvolvimento como músico foi intrinsecamente ligado ao rock, porém sempre considerei como divisor de águas a época na qual tomei conhecimento e comecei a digerir verdadeiramente as informações contidas em músicas de maior qualidade. E para tornar a distância entre essas épocas ainda maior, sou obrigado a reconhecer a diferença brutal de convivência entre o fã e o ídolo. Eu já tinha tido contato com alguns artistas que eram referência para mim, na época que ouvia somente rock, mas tudo sempre num patamar que salientava bastante a relação fã-artista; após tornar meu gosto musical mais abrangente, talvez por coincidência, passei a conviver mais com artistas que admiro, até porque no Brasil existem diversos músicos de Jazz e Blues de altíssima qualidade.
Nesta mesma época, revi um filme/musical que tinha assistido na minha adolescência, mas que não tinha dado a devida atenção e que após esse novo momento passou a ser um outro marco na minha vida e carreira: The Blues Brothers (No Brasil: Os Irmãos Cara de Pau), e a sequência da franquia, The Blues Brothers 2000, que estava sendo lançada. Para quem não os conhece, vou esclarecer: tratam-se de dois filmes escritos e produzidos pelo ator Dan Aykroid (que é um fã ardoroso de boa música) e que na verdade quase não conta com atores de verdade, a maior parte dos “atores”, são famosos músicos, alguns de R&B, outros de Gospel, Blues, Country e Jazz. Quando assisti o segundo filme fui apresentado à uma banda que não conhecia, chamada Blues Traveler - uma das muitas bandas que fazem uma ponta neste filme - e a paixão foi imediata, uma sonoridade bastante diferenciada, muita ênfase para a gaita, sendo o vocalista desta banda um exímio músico neste instrumento. Comecei a procurar material desta banda e descobri que havia bastante coisa disponível na internet, então comecei a colecionar arquivos até conseguir a discografia completa dos caras e a cada música adquirida aumentava ainda mais o meu conceito sobre eles. Minha maior surpresa foi perceber que a banda, apesar de pouco conhecida no Brasil, dispunha de vasto material. Mas o que me leva a escrever esta matéria, aconteceu recentemente. Como as pessoas que convivem comigo sabem bem, sou meio avesso à informática, tecnologia, e principalmente redes sociais. Por influência da minha esposa, escritora e com uma visão menos preconceituosa em relação à isso tudo, criei este blog e aderi ao tal do Facebook... Na semana passada, já tarde da noite comecei a fuçar no mesmo, e não é que encontrei um tal John Popper (o vocalista e gaitista de quem eu estava falando)? Vi pelas fotos do perfil que se tratava do próprio e pensei comigo que ah, sei lá, acho que o cara nem vai me dar atenção, um músico conceituado e premiado (Grammy awarded), pior, americano, nem vai dar atenção para um fã brasileiro, mas mesmo assim resolvi adicioná-lo à minha rede de amigos. Enviei uma mensagem explicando quem eu era e agradecendo a ele por sua contribuição para a música e a arte. E, para minha surpresa, a mensagem foi prontamente e efusivamente respondida. O que me leva mais uma vez a crer numa máxima que me foi ensinada: quanto mais a pessoa conhece, mais humilde tende a ser...Portanto: Thanks Jonh, for your contribution in the music, and too much more for your attitude, showing your respect and how much you care about your fans and job. So, I wish you all the luck, see you, dude!
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| The Blues Brothers |
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| The Blues Brothers 2000 |
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| Blues Traveler |
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| Mr. John Popper |
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| Mr. John Popper |
E pessoal, logo logo tem mais, até a próxima...





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